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Autor Tópico: Todas as coisas me são lícitas mas nem todas me convem. O que fazer?  (Lida 1058 vezes)
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vaso de barro
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« em: Segunda 09 de Março, 2009, 15:21:03 »

Gostaria de saber.
Estou num jantar de fim de curso, começam a dançar, uma colega chma-me para dançar com ela.
O que fazer, sendo crente com responsabilidades na igreja e casado?
Devo aceder ao pedido da colega?
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CMO
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« Responder #1 em: Sexta 13 de Março, 2009, 09:43:25 »

Dançar não é próprio de alguém que se diz seguidor de Cristo, independentemente do seu estado - casado ou solteiro - e do seu grau de (ir)responsabilidade na igreja.

As danças são praticadas sob o ritmo sensual de músicas profanas, que desconhecem completamente o princípio enunciado em Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.†As danças têm-se transformado num dos maiores estimuladores de sensualidade. O servo de Deus mortifica a impureza, a paixão lasciva e os desejos malignos (Colossenses 3:5). O seu compromisso com Deus mantém-no longe de danças e outras actividades que provoquem desejos e pensamentos errados. Mesmo não se envolvendo directamente em relações sexuais explícitas, os participantes em danças geralmente entregam-se ao sensualismo mental (ver Mt 15:19-20), desaprovado por Cristo em Mateus 5:27-28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.â€

Talvez ajude dizer que João Baptista perdeu a cabeça por causa de uma dança - não será mesmo coisa boa, pois não?

Talvez ajude ainda mais se a seguinte questão for colocada: O que faria Jesus nas circunstâncias que coloca? Sim, porque "para mim" agora que me confesso Cristão "o viver é Cristo" - "já não sou eu mais que vivo, mas Cristo que vive em mim".

A experiência tem demonstrado que um dos primeiros efeitos na vida dos crentes quando eles começam a dançar, é a perda de interesse pela igreja e pelas coisas espirituais. A prática da dança na vida do crente representa um movimento em direcção ao mundo ou um compromisso com o mundo. O testemunho de tal crente perde a força. "... não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Rom. 12:2).

Leia ainda o seguinte pequeno artigo sobre a dança na página da igreja em Quinta do Conde, em http://www.iqc.pt/respigos/a-dan-a.html. Espero que tenha ajudado alguma coisa. CMO.

« Última modificação: Sexta 13 de Março, 2009, 10:36:54 por CMO » Registado
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« Responder #2 em: Segunda 30 de Março, 2009, 03:46:39 »

Acabo de colocar um texto em www.iqc.pt que responde ainda melhor, de forma bem mais eloquente, à questão apresentada. Por vezes precisamos que Deus use,  quem menos esperamos, neste caso um Ãndio, para aprendermos uma lição. Que grande responsabilidade a nossa como Cristãos professos, como veremos! Eis o link directo ao texto a que me refiro: http://www.iqc.pt/artigos/sem-o-livro.html

C. M. O.
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vaso de barro
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« Responder #3 em: Quarta 01 de Abril, 2009, 05:08:14 »

Obrigado Carlos, ajudas-te imenso.
Que o Senhor continue a dar sabedoria e que a uses para Glória do Santo Deus.
Hà temas que ás vezes são tabus para nós crentes, mas é preciso falar neles para melhor sabermos viver neste mundo tão cruel.
Que o Senhor nos ajude e nos dê forças para resistirmos a todas as tentações.
"... de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor..." Salmos 121:1,2

MUITAS BENÇÃOS
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« Responder #4 em: Quarta 01 de Abril, 2009, 06:49:59 »

De nada! Gostava de poder ter a capacidade de ser ainda mais claro, mas espero que o Espírito Santo possa compensar a minha insuficiência.

Gostaria de apenas citar aqui Charles H. Mackintosh para trazer um pouco de luz sobre, provavelmente, o ângulo mais importante da questão:

"Quão frequentemente até os próprios cristãos vivem na região das coisas visíveis, na região do mundo e da carne, de tal maneira que perdem o sentido profundo, imutável e poderoso da realidade das coisas divinas e celestiais! Temos necessidade de viver mais continuamente na região da fé, a região do céu, e na região da «nova criação». Então veremos as coisas como Deus as vê, pensaremos a respeito delas como Ele pensa, e toda a nossa vida será mais elevada, mais desinteressada, inteiramente separada do mundo e das coisas terrenas."  Estudos Sobre o Livro do Êxodo
C.M.O.
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